A catarata é uma das principais causas de redução da visão e ocorre quando o cristalino, a lente natural do olho, perde sua transparência e se torna opaco. Com o avanço da condição, a passagem da luz até a retina é prejudicada, provocando uma perda progressiva da qualidade visual.
A forma mais comum é a catarata relacionada ao envelhecimento, também conhecida como catarata senil. No entanto, a doença pode surgir em diferentes fases da vida e estar associada a fatores como diabetes, traumas oculares, uso prolongado de determinados medicamentos ou outras condições oculares.
Quando a catarata passa a interferir na rotina, atividades como ler, dirigir, trabalhar ou reconhecer detalhes podem se tornar mais difíceis. Nesses casos, a avaliação de um oftalmologista especialista em catarata é fundamental para determinar o momento adequado para o tratamento.
A catarata costuma se desenvolver de maneira gradual. Muitas vezes, o paciente percebe inicialmente apenas uma pequena perda de qualidade da visão e pode atribuí-la ao aumento do grau dos óculos.
Com a evolução da opacidade do cristalino, podem surgir:
Visão embaçada ou nublada;
Dificuldade para enxergar com nitidez;
Maior sensibilidade à luz;
Ofuscamento ao dirigir, principalmente à noite;
Halos ao redor das luzes;
Dificuldade para enxergar em ambientes pouco iluminados;
Alteração na percepção das cores;
Necessidade frequente de atualizar os óculos;
Dificuldade para ler ou realizar atividades que exigem precisão visual.
Nem toda alteração visual é causada pela catarata. Por isso, uma avaliação oftalmológica completa é importante para identificar a origem dos sintomas.
O cristalino funciona como uma lente natural dentro do olho. Em condições normais, ele é transparente e permite que a luz atravesse até a retina, onde as imagens são captadas e posteriormente transmitidas ao cérebro.
Com a catarata, o cristalino perde progressivamente sua transparência. A luz passa a ser dispersada ou bloqueada, reduzindo a nitidez das imagens.
Por esse motivo, trocar os óculos pode deixar de proporcionar uma melhora satisfatória quando a opacidade do cristalino já está comprometendo a visão.
O diagnóstico é realizado durante uma consulta oftalmológica, na qual o médico avalia a qualidade da visão e examina detalhadamente as estruturas oculares.
Dependendo do caso, podem ser solicitados exames como:
Acuidade visual;
Biomicroscopia;
Tonometria;
Mapeamento de retina;
Biometria ocular;
Topografia ou tomografia da córnea;
Outros exames complementares necessários para o planejamento do tratamento.
Quando existe indicação de cirurgia de catarata, essa investigação também é importante para avaliar a saúde geral dos olhos e realizar o planejamento do procedimento.
A cirurgia de catarata é o tratamento definitivo para remover o cristalino opacificado e substituí-lo por uma lente intraocular.
Atualmente, uma das principais técnicas utilizadas é a facoemulsificação. Por meio de uma pequena abertura no olho, o cristalino comprometido é fragmentado e removido. Em seguida, uma lente intraocular é implantada em seu lugar.
O procedimento é planejado de acordo com as características de cada paciente, e a indicação ocorre quando a catarata passa a causar impacto significativo na visão e na qualidade de vida.
A lente intraocular substitui o cristalino natural após a cirurgia e permanece dentro do olho.
Existem diferentes tecnologias e características de lentes, e a escolha depende de uma avaliação individualizada. Entre as opções disponíveis estão lentes monofocais, tóricas e multifocais, entre outras.
A decisão considera fatores como:
Grau de miopia, hipermetropia e astigmatismo;
Anatomia ocular;
Saúde da córnea e da retina;
Presença de outras doenças oculares;
Rotina e necessidades visuais;
Expectativas do paciente em relação à visão após a cirurgia.
Por isso, a escolha da lente intraocular não deve ser feita de forma padronizada. O planejamento deve considerar o perfil visual e as características de cada olho.
O tratamento começa antes da cirurgia.
Em consulta, o Dr. Lyndon Serra, Oftalmologista, realiza uma avaliação detalhada para confirmar o diagnóstico, analisar as condições oculares e verificar se o paciente apresenta indicação para a cirurgia.
Quando o procedimento é indicado, são realizados os exames necessários para o planejamento cirúrgico, incluindo as medidas utilizadas no cálculo da lente intraocular.
A partir desses dados, o Dr. Lyndon Serra define a estratégia mais adequada para o paciente, considerando a anatomia ocular, o grau da catarata, possíveis doenças associadas e as necessidades visuais individuais.
Na cirurgia, o cristalino opacificado é removido e substituído pela lente intraocular selecionada para aquele olho. A técnica empregada e os recursos utilizados são determinados de acordo com a avaliação médica e as características de cada caso.
Após o procedimento, o paciente permanece em acompanhamento oftalmológico para avaliar a recuperação e a evolução da visão.
A recuperação da cirurgia de catarata acontece de maneira progressiva. A percepção visual pode melhorar nos primeiros dias, mas o tempo de estabilização varia de acordo com cada paciente e com as condições do olho tratado.
No período pós-operatório, é necessário seguir corretamente as orientações médicas, utilizar os medicamentos prescritos e comparecer às consultas de acompanhamento.
O paciente também recebe orientações sobre cuidados com os olhos e sobre a retomada das atividades durante o período de recuperação.
Não. Depois que o cristalino opacificado é removido, a catarata não retorna.
Em alguns pacientes, porém, pode ocorrer uma alteração da cápsula que permanece no olho para sustentar a lente intraocular. Essa condição é chamada de opacificação da cápsula posterior e pode provocar novamente uma redução da nitidez visual.
Quando indicada, a correção pode ser realizada com um procedimento a laser chamado YAG Laser, que permite abrir uma pequena passagem na cápsula opacificada para melhorar a passagem da luz.
A decisão de realizar a cirurgia não depende exclusivamente do grau de opacidade da catarata. O mais importante é avaliar quanto a doença está interferindo na visão e na rotina do paciente.
A cirurgia pode ser considerada quando a catarata provoca dificuldades para:
Dirigir;
Ler;
Trabalhar;
Assistir televisão;
Reconhecer pessoas e objetos;
Realizar atividades cotidianas;
Enxergar em ambientes com pouca iluminação.
O momento adequado para a cirurgia é definido pelo oftalmologista após avaliar o quadro e as necessidades individuais do paciente.
O Dr. Lyndon Serra realiza atendimento oftalmológico para avaliação e tratamento de catarata, com acompanhamento individualizado e planejamento cirúrgico de acordo com as características de cada paciente.
Se você apresenta visão embaçada, dificuldade para enxergar à noite, sensibilidade à luz ou perda progressiva da nitidez, procure uma avaliação oftalmológica.
Quanto mais cedo a causa da alteração visual for identificada, mais cedo será possível definir a estratégia adequada para o tratamento.
A indicação da cirurgia de catarata, a técnica utilizada e a escolha da lente intraocular dependem de avaliação oftalmológica individualizada.

